A operação Maus Caminhos e o maior escândalo de corrupção da história do Amazonas

A operação Maus Caminhos e o maior escândalo de corrupção da história do Amazonas

Mais de R$ 240 MILHÕES desviados da Saúde num esquema de corrupção que perdurou os governos de Omar Aziz e seu vice e sucessor José Melo.

A operação da Polícia Federal levou a esposa de Omar, Nejmi Aziz, e três de seus irmãos (Murad, Amin e Manssur) para a cadeia.

O rombo dos cofres da Saúde gerou uma grande crise nas contas públicas, que deixa consequências até hoje no pagamento às empresas médicas e no atendimento das pessoas nos hospitais, UPAs e SPAs do Amazonas. Omar Aziz não foi preso, porque tinha foro privilegiado.

O começo do caso

A primeira fase da operação, deflagrada em setembro de 2016, identificou e prendeu os líderes e principais agentes do grupo que desviou milhões em recursos públicos destinados à pasta de saúde no Amazonas, por meio de contratos firmados com o governo do Estado para a gestão de três unidades de saúde em Manaus, Rio Preto da Eva e Tabatinga, feita pelo INC, instituição qualificada como organização social.

Agentes da Polícia Federal junto a uma viatura durante a operação
Murad Aziz já havia sido preso em 2018 suspeito de usar de influência para auxiliar no esquema de desvio da saúde – Foto: Ive Rylo/G1 - arquivo

A organização criminosa identificada, nesse primeiro momento, tinha como líder principal o médico e empresário Mouhamad Moustafa. Ele contava ainda com a atuação de uma gerente para os negócios escusos de suas empreitadas e de outros funcionários de suas empresas que exerciam importantes funções administrativas no esquema, além de um grupo de quatro empresas por meio das quais conseguia reverter parte do dinheiro desviado por meio de contratos superfaturados de volta para si.

Clique ou toque na imagem para ampliar as conversas.

Nesse esquema, quebras de sigilo fiscal e bancário revelaram que, dos quase R$ 900 milhões repassados, entre 2014 e 2015, pelo Fundo Nacional de Saúde (FNS) ao Fundo Estadual de Saúde (FES), mais de R$ 250 milhões teriam sido destinados ao INC. A apuração da primeira fase indicou a prática de desvios milionários por meio de pagamentos a fornecedores sem contraprestação ou por serviços e produtos superfaturados, movimentação de grande volume de recursos via saques em espécie e lavagem de dinheiro pelos líderes da organização criminosa.

Diagrama do fluxo de repasses investigado Diagrama do núcleo político investigado
Diagrama dos núcleos empresarial, político, operacional e jurídico

Vídeo da operação

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Conversas e documentos
Montagem ampliada com trechos de conversas e documentos apresentados na investigação